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Casa de Cultura Irma Goellner passa a preservar histórias, memórias e tradições
A manhã desta sexta-feira, dia 7, marcou um novo capítulo para a cultura e a preservação da história com a inauguração oficial da Casa de Cultura Irma Goellner.
O ato reuniu autoridades municipais, secretários, vereadores, familiares da homenageada, convidados e integrantes da comunidade para celebrar a abertura de um espaço pensado para manter vivas as memórias, tradições e manifestações culturais.
A programação contou com apresentações do grupo de danças folclóricas Schön ist die Jugend, corais e da Orquestrinha da Escola Municipal de Ensino Fundamental Carlos Gomes.
A denominação do espaço presta homenagem a Irma Goellner, cuja trajetória esteve diretamente ligada à vida comunitária e cultural do município. Sua atuação deixou marcas especialmente pelo envolvimento com o voluntariado, a preservação das tradições, os trabalhos manuais, a gastronomia e a criação do grupo de danças folclóricas alemãs.
Reconhecimento
A Secretária Municipal de Educação, Cultura, Turismo e Desporto, Sibele Thiele, destacou que a inauguração também representa um reconhecimento às pessoas que ajudaram a construir a história da comunidade.
“Ninguém começa nada sozinho. Antes de nós, muitas pessoas trabalharam, ensinaram, sonharam e deixaram suas marcas. Hoje, essas histórias atravessam esta porta e nos ensinam que não podemos esquecer de onde viemos. Preservar a memória é também uma forma de preparar o caminho para as próximas gerações.”
“Minha mãe sempre ensinou”
Em um dos momentos mais emocionantes da cerimônia, Helena Hélia Goran, filha de Irma, relembrou a trajetória da mãe. Aos 34 anos, Irma precisou seguir em frente com quatro filhos e, mesmo diante das dificuldades, manteve uma postura de coragem, serenidade e dedicação à família e à comunidade.
Helena recordou uma mulher que raramente levantava a voz, estava sempre disposta a aprender e ensinar e que dedicou 18 anos à presidência da OASE.
Mesmo aos 80 anos, Irma continuava aberta a novas experiências e decidiu participar de um curso de pintura, exemplo que, segundo a filha, demonstra sua disposição para aprender e se reinventar.
Sua casa também se tornou espaço de convivência, aprendizado e partilha, onde eram ensinados trabalhos manuais, receitas e saberes transmitidos entre gerações. “Ela foi protagonista da sua história e ajudou a fazer da cultura um símbolo de união, amor e solidariedade. Este é um dia de glória e, acima de tudo, um dia para nunca esquecer.”
Compromisso com o futuro
O prefeito em exercício, Lairton Heineck, ressaltou que a criação da Casa de Cultura representa a união entre o respeito às origens e o compromisso com o futuro. Ele lembrou a disponibilidade de Irma em ajudar a comunidade e destacou especialmente o protagonismo feminino em diferentes momentos da história local.
“Valorizar a cultura é também reconhecer o papel das pessoas que ajudaram a construí-la. Não se tratava apenas de dança ou de canto coral, mas de incluir, socializar, aproximar pessoas e manter a comunidade viva por meio da cultura. Honramos nossas origens ao mesmo tempo em que mantemos o olhar voltado para o futuro, especialmente para a educação e para nossas crianças.”
O prefeito licenciado, Fábio Mertz, também participou do ato e destacou a importância de Marques de Souza passar a contar com um espaço destinado especificamente à preservação de sua história.
Segundo ele, a Casa de Cultura permitirá reunir, organizar e valorizar registros, objetos e memórias que ajudam a explicar a formação do município.
“Espaço representa nossos valores”
Para o presidente da Câmara de Vereadores, Amenófis Stacke, a inauguração reforça a responsabilidade de preservar as raízes locais. “Precisamos valorizar nossa cultura, nossas raízes e tudo aquilo que foi construído pelas gerações que vieram antes de nós. Um povo que não conhece e não preserva a sua história também compromete o seu futuro.”
O coordenador de Cultura, Jéferson Schaeffer, ressaltou que a escolha de Irma Goellner para denominar o espaço representa valores que permanecem atuais.
“Irma acreditava que a cultura aproxima as pessoas, fortalece vínculos e mantém viva a identidade de uma comunidade. Sua trajetória também nos ajuda a compreender que uma tradição somente permanece viva quando alguém escolhe cuidar dela, ensiná-la e compartilhá-la com as próximas gerações”, afirmou.
Mais do que guardar lembranças do passado, o novo espaço nasce com o propósito de aproximar gerações e garantir que histórias importantes continuem sendo conhecidas, compartilhadas e construídas no futuro.
Fotos e texto Giovane Weber/FW Comunicação

